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Agricultores de Acauã recebem certificado de produção orgânica de algodão
O Governo da Paraíba, por meio da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária – Empaer, em parceria estratégica com a Organic Cotton Colours (OCC) e o Reassentamento Agrovilas Águas de Acauã Odilon e Orlando Bernardo e outras instituições parceiras, realizaram na manhã de quinta-feira, dia 26, a entrega do Certificado de Produção Orgânica aos produtores de algodão colorido orgânico da Agrovila, no município de Itatuba–PB, que cumpriram integralmente os critérios e as normas brasileiras vigentes para a produção orgânica sustentável e certificada.
O evento contou com a participação do diretor de Pesquisa da Empresa Estadual de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária, Aderval Monteiro, que representou o presidente da Empaer, Aristeu Chaves.
O momento simboliza o reconhecimento ao compromisso, à dedicação e à responsabilidade dos agricultores familiares com práticas sustentáveis, fortalecendo a agricultura orgânica e o manejo agroecológico, valorizando o algodão colorido no Estado da Paraíba.
A certificação reafirma a importância da parceria institucional e do trabalho técnico desenvolvido junto às famílias, consolidando avanços significativos para o desenvolvimento rural sustentável.
A certificação representa o reconhecimento institucional ao compromisso, dedicação e responsabilidade dos agricultores familiares com práticas produtivas sustentáveis, contribuindo para o fortalecimento da agricultura orgânica, a preservação ambiental e a valorização do algodão colorido orgânico na Paraíba.
Origem – Atendendo aos apelos de famílias atingidas pelas águas da barragem Acauã, o Governo da Paraíba realizou a desapropriação de uma área para onde foram deslocados.
Conforme o Diário Oficial de dia 10 de setembro de 2020, o Governo da Paraíba iniciou este Projeto Agrovila Águas de Acauã. O decreto tornou de utilidade pública para fins de desapropriação cerca de 330 hectares (cinco imóveis rurais), publicado no daquele ano.
O Projeto Agrovila Águas de Acauã, que foi implantado pelo Governo do Estado, contempla famílias com 100 unidades habitacionais, abastecimento d'água completo, área para escola, campo de futebol, Unidade Básica de Saúde, praça e centros religiosos, entre outros benefícios.
As famílias atendidas foram desalojadas pela barragem Acauã, que atingiu seis comunidades rurais: Pedro Velho, Riachão, Cajá, Costa e Melancia, todas no município de Itatuba.
Algodão – Em novembro de 2025 foi realizada a pesagem do algodão colhido em todo a área. Foram contabilizados 8.878 quilos de algodão rubi, o equivalente a quase nove toneladas, cultivados de forma consorciada com culturas alimentares e sob manejo agroecológico. Isso representa o compromisso das famílias agricultoras com a sustentabilidade, a autonomia produtiva e a segurança alimentar. Participaram da atividade a equipe técnica da Empaer, representantes da Orgânico Coton Color (OCC) – empresa compradora da pluma.
O gerente regional da Empaer Paulo Emílio lembrou que, pelo terceiro ano consecutivo, os agricultores plantaram algodão agroecológico, com o acompanhamento técnico do Governo do Estado, por meio da Empaer. São 30 agricultores familiares integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) que realizaram o plantio de forma coletiva.
O primeiro roçado agroecológico foi plantado em 2022 e, no ano seguinte, ocorreu a primeira colheita de algodão agroecológico. No ano de 2024, foi realizado o segundo plantio totalizando mais de 12 toneladas do produto.
Benefícios – Uma das tecnologias de convivência com o semiárido implementada no reassentamento foi a construção de barragens subterrâneas. As estruturas garantem a captação e armazenamento de água no subsolo, que podem ser utilizadas durante os períodos de seca prolongada. As barragens podem permitir a irrigação constante dos cultivos, assegurando colheitas mais seguras e abundantes, mesmo em épocas de escassez de chuva. A construção de barragem subterrânea foi outro benefício levado para a comunidade.
As estruturas garantem a captação e armazenamento de água no subsolo, que podem ser utilizadas durante os períodos de seca prolongada. Permitem a irrigação dos cultivos, assegurando colheitas mais seguras e abundantes, mesmo em épocas de escassez de chuva.
Sementes – Entre as atividades agrícolas no Assentamento, as famílias agricultoras trabalham com a preservação das sementes crioulas que utilizarão em plantios futuros. Em 1 hectare serão cultivados milho, feijão e fava.
Participam da iniciativa, como parceiros, a Universidade Federal de Campina Grande, a Empaer e outros órgãos, além dos integrantes do Movimento Atingidos por Barragens.